António Oliveira deixa o Corinthians no top-10 de aproveitamento de técnicos do século; veja lista
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Por Pedro Mairton e Maria Beatriz de Teves
António Oliveira teve retrospecto desequilibrado entre competições
Danilo Fernandes / Meu Timão
António Oliveira deixou o Corinthians com aproveitamento melhor do que 18 dos 28 técnicos que passaram pelo clube do Parque São Jorge no Século XXI. O português foi demitido na última terça-feira após manter o Timão na penúltima colocação do Brasileirão, com uma campanha de apenas uma vitória em 13 rodadas disputadas.
Em 27 jogos na beira do campo pelo Corinthians, António Oliveira acumulou 12 vitórias, oito empates e sete derrotas, um aproveitamento de 54,32%, além da equipe ter marcado 44 gols e sofrido metade. O levantamento não contabiliza nomes que comandaram o Timão de maneira interina - veja o retrospecto abaixo e compare com outros técnicos.
Vale lembrar que o auxiliar Bruno Lazaroni dirigiu o Corinthians em três jogos em que António Oliveira teve de cumprir suspensão e somou uma vitória, um empate e uma derrota, um aproveitamento de 44,44%.
O português teve retrospecto inferior a apenas dois dos últimos oito técnicos que dirigiram o Corinthians e que não ganharam títulos: Fernando Lázaro (56,86) e Mano Menezes (61,80%), este último somando todas as três passagens pelo clube, já que a última teve um aproveitamento de 40,35%, fato que resultou na demissão dele antes da chegada do substituto, que também caiu por maus resultados.
Apesar de ter tido maus resultados no Brasileirão, o aproveitamento de António Oliveira nas outras três competições que disputou no Paulistão foi positivo. Ele levou o Corinthians às oitavas de final da Copa do Brasil e da Sul-Americana e teve apenas uma derrota no Paulistão, mas não conseguiu evitar a eliminação ainda na primeira fase do Estadual - confira o retrospecto abaixo.
O Corinthians já monitora o mercado com a demissão de António Oliveira e tem dois nomes em pauta. Um deles é de Fábio Carille, atual treinador do Santos e último técnico campeão pelo Timão. O comandante é um dos oito técnicos que tiveram aproveitamento superior ao português no Século XXI, com 57,19% somando as duas passagens. Além dele, a diretoria corinthiana também trabalha com a possibilidade do argentino Ramón Díaz, ex-Vasco.
Confira o aproveitamento de António Oliveira no Corinthians
- Jogos: 27
- Vitórias: 12
- Empates: 8
- Derrotas: 7
- Gols marcados: 44
- Gols sofridos: 22
- Aproveitamento: 54,32%
| Campeonato | Jogos | Vitórias | Empates | Derrotas | Gols Pró | Gols contra | % |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Paulistão | 5 | 3 | 1 | 1 | 11 | 6 | 66,67% |
| Copa do Brasil | 3 | 3 | 0 | 0 | 7 | 1 | 100% |
| Sul-Americana | 6 | 4 | 1 | 1 | 14 | 2 | 72,22% |
| Brasileirão | 12 | 1 | 6 | 5 | 9 | 13 | 25% |
Confira o ranking de aproveitamento de técnicos do Corinthians no Século XXI
- Marcio Bittencourt - 65,52%
- Parreira - 62,12%
- Tite - 61.55% (três passagens)
- Mano Menezes - 61.80% (três passagens)
- Antônio Lopes - 57,66%
- Emerson Leão - 57,25%
- Fábio Carille - 57,19% (duas passagens)
- Fernando Lázaro - 56,86%
- Daniel Passarella - 55,56%
- António Oliveira - 54,32%
Lista de técnicos do Corinthians no Século XXI
- Darío Pereyra (2001) - 27,78%
- Vanderlei Luxemburgo (2001 e 2023) - 51,11%
- Parreira (2002) - 62,12%
- Geninho (2003 e 2006) - 46,46%
- Júnior (2003) - 0%
- Juninho Fonseca (2003-2004) - 35,29%
- Oswaldo de Oliveira (2004 e 2016) - 35,90%
- Tite (2004-2005; 2010-2013 e 2015-2016) - 61.55%
- Daniel Passarella (2005) - 55,56%
- Marcio Bittencourt (2005) - 65,52%
- Antônio Lopes (2005-2006) - 57,66%
- Ademar Braga (2006) - 46,67%
- Emerson Leão (2006 e 2007) - 57,25%
- Paulo César Carpegiani (2007) - 39,13%
- Nelsinho Baptista (2007) - 33,33%
- Mano Menezes (2008-2010, 2014 e 2023) - 61,80%
- Adilson Batista (2010) - 49,02%
- Cristovão Borges (2016) - 48,15%
- Osmar Loss (2016) - 46,67%
- Fábio Carille (2017-2018 e 2019) - 57,19%
- Jair Ventura (2018) - 31,58%
- Tiago Nunes (2020) - 45,68%
- Vagner Mancini (2020-2021) - 54,07%
- Sylvinho (2021-2022) - 48,06%
- Vítor Pereira (2022) - 51,15%
- Fernando Lázaro (2023) - 56,86%
- Cuca - 50,00% (2023)
- António Oliveira - 54,32%
