Augusto Melo mantém confiança na base de sócios e afasta temor de impeachment do Corinthians
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Por Maria Beatriz de Teves, Vessoni, Vitor Chicarolli e Gustavo Lima
Augusto Melo mantém confiança na base de sócios e afasta temor de impeachment do Corinthians
Danilo Fernandes / Meu Timão
O presidente do Corinthians, Augusto Melo, afirmou não visualizar bases jurídicas e políticas para enfrentar um processo de impeachment. Ele ressaltou sua eleição popular pelos sócios, destacando uma ampla votação em uma dinastia de 16 anos que, segundo ele, já não tinha mais respaldo entre os adeptos do clube.
“(Risos) Impeachment? Isso não existe. Não tem motivo para isso. Golpe ninguém vai dar, pode ficar tranquilo. Fui eleito pelo voto popular do sócio, muito bem votado, numa dinastia de 16 anos que ninguém aguentava mais. O sócio do clube apostou na gente e pode ter certeza que não vamos decepcionar”, disse em entrevista coletiva.
“Somos seres humanos, a gente erra. Cabe a nós ter humildade, seriedade, profissionalismo, e corrigir [...] A traição vem de quem você menos espera. Sou ser humano, só que isso prova o que eu disse na campanha, que, por mais que seja meu amigo, se não tiver competência não vai estar aqui. É isso o que estamos fazendo: corrigindo nosso erro”, complementou.
Vale destacar que Augusto Melo tem enfrentado diversas polêmicas em sua gestão. Desde que retornou da Europa, na última quinta-feira, veio à tona a saída da VaideBet, ex-patrocinadora máster do clube, a debandada de diretores na alta cúpula do Corinthians e até mesmo uma possível transferência do goleiro Carlos Miguel.
Augusto Melo entende que tem sido criticado de forma excessiva dentro do clube, o que, segundo ele, não acontecia com os presidentes passados. Apesar disso e de achar que tem sido alvo da oposição, o atual presidente pede para que esta colaboração seja encerrada e que ajudem-no a tirar o Corinthians dessa situação.
"Já detectaram uma dívida enorme, um aumento de mais de 400 milhões. Isso ninguém cobra. Eu não me lembro de ex-presidentes serem cobrados por isso, numa gestão aumentar de 400 para 900 milhões. Não me lembro de alguém ter jogado tantas coisas nas redes sociais para prejudicar a instituição. Ou seja, será que é porque a gestão mudou? Será que é porque essas pessoas têm que pagar estacionamento para entrar dentro do nosso clube?", comentou.
"Essas pessoas são corinthianas de verdade? Por que elas não pensam no Corinthians? Vamos parar, chega. O Corinthians precisa da ajuda de todos. Chega, vem nos ajudar. Vamos tirar o Corinthians dessa situação. A eleição é daqui a dois anos e meio. Volte, faça uma proposta melhor do que a nossa, porque vamos entregar um clube melhor do que o que pegamos", continuou.
Enquanto o Corinthians encara uma série de polêmicas nos bastidores, o foco do time se volta para o desafio contra o Atlético-GO no Campeonato Brasileiro. As equipes se enfrentam nesta terça-feira, dia 11 de junho, às 19h, no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia. Uma vitória simples pode significar a saída do Corinthians da zona de rebaixamento.
