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Conheça as mulheres que já exerceram o cargo de presidente do Corinthians

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Marlene Matheus (esquerda) e Edna Murad (direita) já exerceram o cargo de presidente do Corinthians

Marlene Matheus (esquerda) e Edna Murad (direita) já exerceram o cargo de presidente do Corinthians

Divulgação/Corinthians

A data 8 de março marca o Dia Internacional da Mulher. No Corinthians, elas são motivo de orgulho. Além das jogadoras, multicampeãs da modalidade no Brasil, outras figuras também ganham destaque no cenário nacional, como a Dra. Ana Carolina Ramos, única do sexo feminino a chefiar um departamento médico de um clube da Série A do Brasileirão, e Cris Gambaré, diretora responsável pelo sucesso das Brabas.

Além delas, outras também marcaram o nome na história do clube do Parque São Jorge, inclusive como presidentes. O Meu Timão relembra ao torcedor corinthiano as duas únicas mulheres a exercerem o cargo máximo do Corinthians ao longo dos 113 anos: Marlene Matheus e Edna Murad - confira abaixo.

Marlene Matheus (1991/1993)

Marlene Matheus ao lado de outras figuras corinthianas na Neo Química Arena

Marlene Matheus ao lado de outras figuras corinthianas na Neo Química Arena

Divulgação/Corinthians

Marlene Matheus foi a única presidente eleita da história do Corinthians. Ela é esposa e sucessora de Vicente Matheus, um dos mais memoráveis nomes a exercer o cargo máximo no Parque São Jorge.

Marlene exerceu a função logo após o terceiro mandato do marido, nos anos de 1991 a 1993. Nesse período, o time profissional masculino do Corinthians só levantou uma taça: a Supercopa do Brasil, que estava na segunda edição.

O elenco do Corinthians no mandato de Marlene contava com alguns jogadores memoráveis, como o goleiro Ronaldo Giovanelli, o volante Wilson Mano, o meia Neto e os atacantes Viola e Tupãzinho.

Marlene antecedeu Alberto Dualib na presidência do Corinthians, sendo grande crítica do sucessor, que fez mudanças no estatuto em 1994 nas quais o beneficiaram nas reeleições seguintes, fato que a fez desistir de se candidatar em 1998, ano que ela fez oposição com Romeu Tuma Jr. - atual presidente do Conselho Deliberativo -, e avaliou a gestão da situação como ditadura.

É uma ditadura. Hoje o Corinthians não é dos associados, não é da torcida, é de um grupinho que quer se perpetuar no poder. [...] Do jeito que ficou o estatuto, não temos como ganhar. A eleição virou uma farsa. Um golpe", afirmou Marlene para a Folha de São Paulo em reportagem publicada em 28 de julho de 1998. As eleições daquele ano estavam marcadas para o dia 15 de agosto.

Após a presidência, Marlene seguiu com influência no Parque São Jorge e foi vice-presidente social no primeiro mandato de Andrés Sanchez, em 2007, mas deixou o cargo no ano seguinte após romper relações com o grupo que comandou o Corinthians até 2023.

Ela morreu no dia 2 de julho de 2019 após complicações em um quadro de anemia. No velório dela estavam presentes Andrés Sanchez, que exercia o cargo de presidente naquele ano, e também o ex-jogador Basílio, ídolo do Timão e autor do gol que deu fim à seca de 23 anos sem um título do Paulistão, em 1977.

Edna Murad (2020)

Edna Murad, ao centro, também já exerceu o cargo de presidente do Corinthians

Edna Murad, ao centro, também já exerceu o cargo de presidente do Corinthians

Divulgação/Corinthians

Edna Murad foi outra mulher a exercer o cargo de presidente do Corinthians. Ela, que foi a segunda vice-presidente do clube no último mandato de Andrés Sanchez, entre 2018 e 2020, exerceu o cargo no final da gestão deles, em dezembro, após o pedido de licença do mandatário e do primeiro vice, Alexandre Husni, que teve complicações por Covid-19.

Ela ficou 24 dias corridos no cargo, que posteriormente foi assumido por Duilio Monteiro Alves, em janeiro de 2021. Em 2019, porém, ela também chegou a assumir a presidência durante a internação de Andrés Sanchez, justamente no dia 8 de março, mas por um curto período. Na época, a vice-presidente já projetava a presença de mulheres em cargos influentes em clubes de futebol de elite.

A sociedade é patriarcal, mas isso está mudando. Antes as antes as mulheres entravam como dependentes nos títulos do clube e, assim, não podiam se candidatar. Mas isso está mudando devagar, elas estão passando a serem titulares, em muitas vezes ela é titular, mas não está lá por costume da sociedade”, disse Edna em entrevista ao portal ge.globo, em 8 de março de 2019.

Professora, Edna entrou na política do Corinthians em 2006, sendo aliada de Andrés Sanchez, e já ocupou mais de uma vez o cargo de conselheira do Timão.

Edna teve um papel importante no departamento de cultura do Corinthians, dirigido na época por Carlos Roberto Elias, além de ter sido a diretora do departamento de esportes radicais, deixando o cargo em 2023 após Augusto Melo assumir a presidência do clube e a substituir por Mauricio Felberg.

Uma curiosidade sobre o curto período de Edna Murad na presidência do Corinthians foi o aproveitamento de 100% do time profissional masculino do Timão, que disputou três jogos entre 11 de dezembro a 3 de janeiro. A equipe alvinegra, comandada por Vagner Mancini na época, bateu São Paulo, Goiás e Botafogo, nesta ordem, pelo Brasileirão de 2020, que encerrou somente no ano seguinte por causa da pandemia do Covid-19.

Veja mais em: Presidentes do Corinthians, Diretoria do Corinthians e História do Corinthians.

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