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António Oliveira avalia tamanho do desafio e da pressão que vai ter no Corinthians

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Por Rafael Marcon e André Udlis

António Oliveira sério durante a coletiva de apresentação no último sábado

Rodrigo Coca / Agência Corinthians

No último sábado, o novo técnico do Corinthians, António Oliveira, concedeu sua primeira entrevista coletiva no CT Joaquim Grava. Entre vários questionamentos, o português comentou bastante sobre a atual situação do clube. Segundo ele, já era previsível a pressão no clube, mas o convite era irrecusável.

Se eu quisesse ter zona de conforto, tinha ficado onde estava. Portanto, nessa perspectiva, ainda mais tendo no meu antigo clube muita gente que já representou o clube (Corinthians) e a forma como falavam dele, ninguém ficaria indiferente. Quanto mais falavam, mais vontade tinha de representar este grande clube”, afirmou António na entrevista.

Sei do desafio, mas também sei da minha capacidade. Vamos resgatar o melhor deles (jogadores), potenciar ao máximo, porque certamente não desaprenderam de jogar. Tenho certeza que isto vai ser feito no Corinthians e vamos voltar àqueles momentos mais gloriosos. Mas como eu digo, a essa altura é falar pouco, os resultados vão falar mais alto”, disse.

António Oliveira, antes do Timão, treinou o Cuiabá, clube com quem trabalhou com os ex-Corinthians Clayson, Jonathan Cafú, Marlon, entre outros. O técnico tem a missão de ajustar a equipe no paulista para evitar o desastre do rebaixamento. Sobre a pressão do momento, ele acredita que não deve ser algo que prejudique o seu trabalho.

A pressão existe em qualquer canto do mundo. Não é preciso vir ao Corinthians para saber que existe essa pressão. Muitas das vezes, é uma pressão que criamos dentro de nós próprios, da exigência que queremos ter dentro do nosso trabalho. Portanto, aqui toda gente está comprometida e está ciente do momento e percebe-se que estamos num clube que não há tempo para pedir tempo”, revelou António.

Percebo, já estou há muitos anos no Brasil, eu já vou para mais de 100 jogos na Série A, portanto não sou nenhum novato dentro desses turbilhão de emoções que é o futebol brasileiro. Costumo dizer, é desgastante, é, mas em qualquer clube, é muito fascinante. Com naturalidade, o Corinthians vai voltar a ser aquilo que sua história o diz, que é um dos grandes e vai continuar sendo um dos grandes colossos do futebol mundial”, concluiu.

Antes de ir para Cuiabá, o técnico ainda trabalhou no Athletico-PR e no Santos aqui no Brasil. Neste último, foi como auxiliar. Agora, no Corinthians, António soma alguma experiência no futebol brasileiro, mas ainda sem um grande trabalho numa equipe do porte do Timão.

O português faz sua estreia neste domingo. O Corinthians joga na Neo Química Arena, às 16h, contra a Portuguesa, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Como também disse na coletiva, a primeira missão do técnico é clara: conquistar os três pontos.

Veja mais em: António Oliveira.

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