Diretas já e amarelo: conheça a história da nova terceira camisa do Corinthians
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Por Guilherme Célio

Sócrates discursando no comício do Vale do Anhangabaú em 1984
Reprodução
O Corinthians lançou, nesta quarta-feira, a sua nova camisa III para a temporada 2023/2024. O uniforme, de cor amarela, faz referência ao comício das Diretas Já que aconteceu no Vale do Anhangabaú em abril de 1984 e contou com a participação de jogadores corinthianos da época.
No ano de 1983, a população brasileira passou a se mobilizar e começou a fazer manifestações indo contra a ditadura militar. Então, o amarelo foi escolhido pelo Comitê 25 de Janeiro como cor oficial do movimento que reunia diversos ativistas que pediam a volta das eleições diretas para presidente do Brasil.
Um dos outros motivos da escolha do amarelo foi que a cor já tinha sido utilizada em outras manifestações pelo mundo e também tinha a ligação direta com a bandeira do Brasil. Sendo assim, o amarelo foi abraçado pela imprensa da época e também pela polução brasileira, sendo definido como a cor oficial das "Diretas Já".
Nos anos 80, o Corinthians revolucionou o futebol brasileiro com a Democracia Corinthiana. A equipe alvinegra apresentou uma gestão diferente, onde as decisões eram definidas por meio do voto de todos os funcionários do clube. O movimento era liderado pelos jogadores: Sócrates, Casagrande e Wladimir.
Então, um dos momentos mais marcantes do processo foi o comício do Vale do Anhangabaú, no dia 16 de abril de 1984. Jogadores corinthianos estiveram de amarelo no centro de São Paulo para manifestar contra o regime militar. A estimativa é de cerca de 400 mil pessoas presentes. Os atletas do Corinthians foram ao palco vestindo uma camiseta amarela e Sócrates discursou, eternizando a fala: "não vou embora do nosso país!". À época, o ex-camisa 8 estava negociando com a Fiorentina, da Itália, mas, caso as "Diretas Já" dessem resultado, ficaria no Parque São Jorge.
As "Diretas Já" mobilizou milhões de brasileiros e diferentes camadas da sociedade do Brasil. O movimento é tido como um dos maiores da história do país. No entanto, não deu certo e Sócrates acabou migrando para a Itália.