Luxemburgo explica Renato Augusto fora e abre o jogo sobre relação com Mazziotti no Corinthians
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Por Pedro Mairton e Rodrigo Vessoni

Bruno Mazziotti e Luxemburgo em treinamento no CT Joaquim Grava
Rodrigo Coca / Agência Corinthians
O técnico Vanderlei Luxemburgo explicou a ausência de Renato Augusto do Dérbi deste domingo, pelo Brasileirão, que terminou empatado sem gols Neo Química Arena. Giuliano foi o responsável para atuar no time titular na vaga do camisa 8.
Segundo o treinador, Renato Augusto foi preservado por uma sobrecarga física ao longo das últimas partidas. O meia atuou alguns minutos no segundo tempo contra o Goiás e foi titular na partida contra o Estudiantes, da Argentina, pela Sul-Americana. O comandante ainda disse que a decisão foi tomada em conjunto com a comissão técnica.
"Eu já venho falando sobre isso há um tempo, e após os jogos, a gente tem as informações do departamento, do que aconteceu no jogo, se aconteceu ou não desgaste. Então, depois de uma análise interna e com o jogador, chegou-se à decisão de que havia uma sobrecarga e que era melhor preservar o jogador do que expô-lo a uma lesão, porque temos mais 17 jogos pelo Campeonato Brasileiro, diferentemente de uma Sul-Americana”, iniciou Luxemburgo na entrevista coletiva após o jogo.
“Então, eu já falei isso aqui algumas vezes, não fui eu que decidi, é um conjunto da comissão técnica. As informações do departamento, a análise pós-jogo dele, todos os clubes fazem isso hoje, é um bem natural. É essa a informação que eu tenho que passar para vocês. Não existe outra informação. Inventaram outra informação, e ela não existe”, completou.
A situação física de Renato Augusto foi motivo de discussão ríspida entre Luxemburgo e Bruno Mazziotti, chefe do Núcleo de Saúde e Performance do Corinthians. O treinador foi contra a indicação do fisioterapeuta em não utilizar o meia no duelo contra o Goiás sob a justificativa de que o jogador precisaria estar inteiro para atuar contra o Estudiantes.
Conforme apurou o Meu Timão, a ausência de Renato Augusto realçou o conflito entre os dois profissionais. Em coletiva após a classificação na Sul-Americana, Luxemburgo minimizou a discussão com Mazziotti. No entanto, após o empate contra o Palmeiras, o treinador negou qualquer problema com o fisioterapeuta e esbravejou ao ser perguntado se houve um erro da comissão técnica ao perder o camisa 8 para o Dérbi.
"Deixa eu te responder com um pouco mais de paciência, se é que me permite. Quem diz que eu estou sem falar com o Bruno Mazziotti, ou que eu tenho algum problema com ele? Quem falou para você? Quem disse isso? Alguém falou isso? Não tem problemas, pergunta para o Mazziotti. Agora, nós estamos discutindo internamente tudo que é do Corinthians. Qual é o problema de se discutir tudo o que é do Corinthians? Qual é o problema, hoje, de você entender não só do Corinthians, os outros clubes também entenderem que a disposição, através de análises, dizendo que o Renato não poderia entrar dentro do campo? Que culpa você quer colocar para alguém? Não existe culpa para ninguém”, disse o treinador.
Luxemburgo ainda acredita que a decisão de poupar Renato Augusto foi “inteligente”, tendo em vista que ainda há quase um turno a ser disputado no Brasileirão, enquanto na Sul-Americana o Corinthians está entre os semifinalistas.
O técnico também acredita que foi importante utilizar Renato Augusto tanto contra o Goiás quanto o Estudiantes, em função da necessidade que o time precisava dele. Contra os goianos, o meia entrou enquanto a equipe alvinegra estava perdendo por 1 a 0 e foi dele a assistência para o gol de Maycon que empatou o confronto.
“Acho que a nossa atuação foi inteligente, por nós termos mais tantos jogos pela frente e preservar o jogador, o elenco. Então, quer dizer, buscar alguma coisa, crucificar alguém, porque o Renato ficou fora, não é um pouco demais? Tem que ter um pouco de discernimento, de entendimento, de procurar as coisas com coerência, para poder buscar uma razão lógica. Eu não tenho nenhum problema com o Bruno, discussão interna existe, é uma discussão de trabalho, é como se no Corinthians fosse proibido ter alguma coisa, tem que matar quem? Não tem que matar ninguém. O Renato estava na arquibancada, eu gostaria, você gostaria, a torcida do Corinthians gostaria, mas infelizmente não deu, porque nós e o Renato, em consenso, entendemos que ele foi para jogar contra o Estudiantes, foi contra o Goiás, da necessidade ali”, finalizou.
O Corinthians agora terá quase dez dias de pausa na maratona de jogos antes de voltar a entrar em campo devido a Data Fifa de setembro. No dia 14, o Timão visita o Fortaleza às 19h, na Arena Castelão, em partida válida pela 23ª rodada do Brasileirão.