Luxemburgo comenta tática usada em classificação e destaca força do Corinthians: 'Nunca está morto'
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Por Matheus Scontre, Rodrigo Vessoni e Victor Gomes

Luxemburgo falou sobre a classificação do Corinthians na Copa do Brasil
Danilo Fernandes / Meu Timão
Na noite quarta-feira, o Corinthians garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Brasil ao bater o Atlético-MG nos pênaltis. Após a partida, Vanderlei Luxemburgo falou sobre tática utilizada durante a classificação e destacou força do Timão.
Para o confronto decisivo, o treinador alvinegro surpreendeu e escalou o Corinthians com uma mudança tática, fazendo a equipe jogar no esquema 3-5-2, tendo três zagueiro e utilizando Matheus Bidu e Fagner como alas. Em entrevista coletiva concedida após o apito final, Luxemburgo falou sobre a alteração na forma de jogar do time
"Não vou ficar falando do esquema não, porque vocês (jornalistas) precisam analisar as coisas que aconteceram dentro do jogo. Eu sou técnico e tenho que fazer aquilo que precisa ser feito. Tenho que ter coragem, porque quem não arrisca corre o risco. Vocês, que são analistas, que precisam analisar o que aconteceu", iniciou o treinador.
"Você tem que trabalhar e escalar o jogador de acordo com o adversário e hoje é uma alternativa que existe dentro do futebol. Eu não fiz nada de diferente daquilo que eu faço na minha carreira toda. Não é a primeira vez que eu jogo com três zagueiros. Às vezes precisa mudar e eu mudo, então não é nenhuma novidade", completou, falando sobre atuar com três zagueiros.
Na sequência, o comandante destacou a força do Corinthians e disse que o clube do Parque São Jorge "nunca está morto". Luxemburgo também falou sobre a "força de vontade" do elenco alvinegro.
"Força de vontade é obrigação, não é uma coisa que eu queira não. É obrigação! Segundo tempo, contra o Fluminense, nós fizemos uma marcação já mais adiantada e roubando bola, porque quando você rouba uma bola, você pega o adversário desarmado, então precisa roubar a bola para ter contra-ataques. Adiantamos a marcação, fizemos o Atlético dar tiro de meta… Tudo isso foi uma coisa que nós analisamos, que o nosso analista de desempenho passou bastante para a gente. Analisamos bastante os jogos passados do Atlético e, quando jogamos com o Fluminense, já estávamos pensando no Atlético. Então, tudo o que precisava ser feito nós fizemos para um jogo decisivo. A vitória veio, porque nós fizemos aquilo que deveria ser feito, anulando o Atlético e jogando como o Corinthians. O Corinthians nunca está morto em situação nenhuma", completou Luxemburgo.
Ao analisar a postura adotada por sua equipe, Luxemburgo comentou que a marcação em cima do adversário varia de jogo para jogo. O treinador, inclusive, utilizou a vitória contra o Fluminense, no último domingo, como exemplo.
"Primeiro tempo nós fizemos o que tinha que ser feito, mas acompanhamos marcando com o olho. Tem que ser com atitude. Fluminense girou bola, teve uma ou outra chance. Tivemos marcação por setor, mas faltou pegada. Adiantei marcação e começamos a roubar bola. Hoje tinha que forçar o Atlético a não sair jogando. Adiantamos a marcação, roubamos a bola, ele ficou com receio de fazer, começou a dar chutão. Vai ter jogos que vou ter que recuar a equipe. Mesmo com o Fluminense não fui marcar na saída de bola, marquei na intermediária. Se for marcar o Fluminense lá na linha alta, eles vão envolver a gente, eles treinam bastante isso", finalizou o comandante alvinegro.
Agora, Luxemburgo e seus comandados viram a chave para o Brasileirão. No sábado, o Corinthians encara o América-MG, em Belo Horizonte, pela nona rodada da competição. A bola rola no Independência, às 18h30.