Preparador rebate Andrés e dá sua versão sobre a saída de Weverton do Corinthians
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Por Tomás Rosolino e Victor Godoy
Mauri, treinador de goleiro, durante treino no CT Joaquim Grava
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
O ex-preparador de goleiros do Corinthians, Mauri Lima, hoje no Grêmio, atendeu à reportagem do Meu Timão para explicar uma declaração dada pelo ex-presidente Andrés Sanchez. Segundo o mandatário, foi ele o responsável por dispensar o goleiro Weverton do clube do Parque São Jorge, em 2010, fato que ele nega.
"O Weverton, como quarto goleiro, era difícil de ele jogar. Foi tudo dentro de um contexto, nunca liberei ninguém, nunca fiz nada para que ninguém fosse liberado por mim. Sempre foi falado e colocado junto com a comissão. E era o Mano (Menezes) o treinador", disse Mauri, em áudio enviado à reportagem via WhatsApp.
"Na época em que resolvemos não renovar com o Weverton ele era o quarto goleiro, tinha Felipe, Julio Cesar e Rafael Santos. Ele tinha estourado a idade da base. Acabou saindo e ficamos com o Danilo Fernandes no lugar dele", continuou Mauri, que hoje trabalha no Grêmio.
Weverton não fez toda a base pelo Corinthians. Ele disputou a Copinha de 2005 pelo Juventus, do Acre, e se destacou na estreia, segurando o Timão a uma vitória magra por 1 a 0. Depois disso, aos 17 anos, foi contratado, representando o clube do Parque São Jorge nas temporadas seguintes. Emprestado ao Remo, Oeste e América-RN, deixou o clube no início do ano do centenário para ir ao Botafogo-SP.
Sem nunca ter estreado pelo time principal, Weverton saiu com 22 anos. Chamou atenção na Portuguesa, quando disputou duas Séries B, foi campeão e titular em 2011 na "Barcelusa", como foi apelidada a equipe de São Paulo. Seguiu ao Athletico-PR e também foi campeão por lá antes de ser contratado pelo Palmeiras.
"Ele teve a possibilidade de sair, um goleiro que não era nem lembrado lá dentro do Corinthians, nós que o trouxemos e colocamos para trabalhar. (...) Isso acontece com vários profissionais, não só goleiro, que às vezes não têm a possibilidade de jogar, saem e têm a chance de ir bem em outros clubes", observou Mauri, antes de concluir sua defesa.
"Uma coisa que o Mano me falou e até hoje eu guardo com carinho foi: 'esse você fez, você lapidou'. O Mano acompanhou toda a evolução dele na base até chegar ao profissional. Naquela época era um pouco mais difícil, mas a gente sabia que era um goleiro que tinha condições", encerrou.
