CT do Corinthians é decisivo em mais uma negociação após servir de 'casa' para Moraes
14 mil visualizações 19 comentários Reportar erro
Por Tomás Rosolino

Lab R9 e academia do CT são trunfos do Corinthians na atração de atletas há mais de uma década
Rodrigo Coca/Agência Corinthians
O atacante Júnior Moraes fechou contrato com o Corinthians até o final de 2023 e deu seguimento a uma relação aberta há mais de uma década entre o clube e possíveis reforços. O Timão viu o jogador usar o seu CT para se reabilitar da cirurgia realizada no joelho, no ano passado, e acertar com o clube meses depois.
Em tempos de pandemia, o atleta marcou presença por vários meses no Parque Ecológico, realizou um trabalho especifico com o fisioterapeuta Luciano Rosa. Meses depois, a satisfação foi tão grande que ele indicou Rosa ao Shakhtar Donetsk para comandar a reformulação do setor de fisioterapia do time ucraniano, projeto interrompido com a invasão da Rússia no país, no mês passado.
A história da família Moraes com a recuperação alvinegra, aliás, é bem mais antiga do que a passagem recente. O seu irmão, Bruno, que teve boa passagem pelo Porto na primeira década deste século, utilizou as instalações ainda em 2009, quando o Timão definiu que um centro de reabilitação modernizado para ajudar na recuperação de jogadores o ajudaria em negociações, mesmo ainda no Parque São Jorge.
O modelo, aliás, não era uma novidade. O São Paulo conseguiu atrair vários nomes como Amoroso, Luizão e Adriano por ter o Reffis nos primeiros anos deste milênio. Com esse exemplo evidente na sua frente, Andrés Sanchez definiu que o Centro de Preparação e Reabilitação Osmar de Oliveira (Ceproo) deveria virar referência em tratamento de atletas lesionados - com a inauguração do CT, o processo foi transferido para o Lab R9 - outrora Lab Corinthians.

Júnior Moraes realiza trabalho de recuperação no CT do Corinthians em agosto do ano passado
Reprodução/Instagram
O primeiro jogador contratado pelo Corinthians depois de usar a estrutura do CT Joaquim Grava, a versão moderna do antigo Ceproo, foi o volante Maldonado, em 2013. O jogador estava em recuperação de uma lesão no tornozelo, trabalhou por meses no CT e acabou sendo opção em meio a um time que precisava de um reserva na função naquela temporada.
Antes disso, no entanto, o local já havia sido usado por nomes que vieram ao Timão alguns anos depois. Edu Dracena utilizou as instalações em 2009, seis anos antes de fechar com o Corinthians. Alexandre Pato foi abertamente convidado para se recuperar ali em 2012, seis meses antes de realmente fechar contrato.
Tornou-se comum ainda que atletas com passagens pela equipe alvinegra utilizassem as instalações nas férias ou em períodos de recuperação, mantendo os laços fortes entre as partes. Um exemplo foi o volante Paulinho, hoje de volta ao elenco profissional.
O caso mais curioso, no entanto, ainda pertence ao zagueiro Dmytro Chigrinsky, ucraniano que chegou a atuar no Barcelona. Depois de anos sem conseguir se recuperar de uma sucessão de lesões musculares, foi ao CT Joaquim Grava em 2014 para tratar-se. Ele ficou por três meses no local.