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Análise: Corinthians goleia um time pior, mostra variação e mantém time ligado

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Corinthians sobrou contra a Ponte Preta, cumpriu sua obrigação e ainda teve tempo para fazer testes

Corinthians sobrou contra a Ponte Preta, cumpriu sua obrigação e ainda teve tempo para fazer testes

Vitor Chicarolli/ Meu Timão

O Corinthians foi muito superior em campo a um time que é muito inferior tecnicamente. A obrigação pode parecer balela, mas é algo raro nos últimos tempos para o Timão, que ainda teve a oportunidade de fazer testes e manter o time ligado durante os 90 minutos do 5 a 0 sobre a Ponte Preta.

Um exemplo? Willian, Fagner e Giuliano pressionaram a saída de bola da Ponte Preta aos 49 minutos de um 4 a 0. O trio acima dos 30 anos de idade recuperou a bola, viu o meia sofrer a falta e, com a posse, o Timão conseguiu construir a jogada que terminou no gol de Gustavo Mantuan, último ato da partida.

Essa roubada foi apenas uma da várias observadas durante o duelo contra os campineiros. Ainda que ajudado pelo baixo nível técnico do adversário, o Timão se impôs desde o começo da partida e, a partir do gol de Renato Augusto, quebrou a confiança do rival e simplesmente se exibiu para as quase 40 mil pessoas presentes na Neo Química Arena.

Com Gustavo Mosquito sendo a opção no lugar de Giuliano, o time teve mais explosão, força e velocidade. O ponta, aliás, pouco atuou aberto por aquele lado, abrindo o corredor para Fagner e conduzindo a bola pelo meio em várias ocasiões - inclusive no gol de Renato Augusto.

A pressão pós-perda foi encaixada em vários momentos e a mentalidade de ficar com a bola também ficou visível para quem acompanhou o embate. Lucas Piton, por exemplo, correu para frente em todos os lances nos quais seus passes não deram certo, dificultando a progressão do adversário.

Em que pese, sempre bom ressaltar, a fraqueza do adversário, o Timão ainda teve um segundo tempo aproveitável mesmo com o jogo já definido. Pereira deu minutos para Adson, autor de um gol e de uma assistência, e ainda fechou os 15 minutos finais com uma tentativa inédita.

Fagner foi um zagueiro pela esquerda e Mantuan atuou como ponta direita, com a responsabilidade de fechar a linha de quatro defensores sem a bola. Louvável o treinador dar a Fagner, um dos maiores da história da posição no Corinthians, já com duas assistências no jogo, uma missão que demandasse concentração e dedicação para aqueles minutos.

Os tentos de Mosquito, Adson e Mantuan foram outras boas notícias de um time que busca um elenco de apoio para acompanhar as estrelas. Agora, como disse a torcida por uns bons 20 minutos na etapa final, fica a curiosidade para ver tudo isso na quinta-feira, num embate de alto nível com o Palmeiras.

Veja mais em: Campeonato Paulista e Corinthians x Ponte Preta.

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