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Siston explica estilo ofensivo do Sub-20 do Corinthians e analisa elenco jovem

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Por Luis Speyer Fabiani

Diogo Siston estreou como técnico do Corinthians Sub-20 em vitória contra o Cruzeiro

Diogo Siston estreou como técnico do Corinthians Sub-20 em vitória contra o Cruzeiro

Marco Galvão/Agência Corinthians

Contratado no último mês de julho, Diogo Siston assumiu o Corinthians Sub-20 com uma dura missão: recuperar o desempenho da temporada anterior e tirar a equipe das últimas colocações do Campeonato Brasileiro da mesma categoria.

Além disso, precisaria finalmente dar sequência a um modelo de jogo para a equipe, processo este dificultado pelas recorrentes trocas no comando técnico do Sub-20. Desde setembro, foram cinco nomes que antecederam Siston no banco de reservas da categoria mais visada da base alvinegra, todos com diferentes maneiras de pensar futebol.

Desde o início, sua proposta de jogo é bem clara. Busca um jogo ofensivo, de protagonismo, e que extraia o máximo da capacidade técnica do jogador, já que o julga como a maneira mais eficaz de formar um atleta.

"Eu acho que o jogo ofensivo facilita, ou ajuda, o jogador a ser formado de uma forma mais completa. Acho mais fácil adaptar um jogador que trabalhou dessa forma pra um modelo reativo, que trabalhar a base inteira um jogador num modelo reativo e depois transformá-lo em um jogador que vai dar conta num modelo mais ofensivo, de propor o jogo" explicou o treinador, em entrevista exclusiva ao Meu Timão.

Ainda que não tenha resultados expressivos, foi sob seu comando que o Corinthians venceu a primeira partida na temporada 2020. Desde sua estreia, o Timãozinho acumula duas vitórias, quatro empates, e duas derrotas.

O ex-comandante do Vasco chegou no Timão com o respaldo de Carlos Brazil, atual gerente das categorias de base do Corinthians, com quem trabalhou, e construiu ótima relação, no clube carioca. No antigo clube, Siston conquistou a Copa do Brasil e o Campeonato Carioca Sub-20.

Na conversa com o Meu Timão, o treinador ainda falou sobre suas inspirações, sobre o que encontrou quando assumiu o Corinthians e a relação com as outras categorias, como o Sub-17 e Sub-23. Confira abaixo!

Confira a entrevista completa com Diogo Siston

Em quais treinadores você se inspira para aplicar seus conceitos?

"Bom, eu sou um cara que jogou, sou um treinador que jogou futebol, sei que essa experiência me ajuda muito, mas sei que não é suficiente pra se tornar um treinador de alto nível. Então eu tento aliar essa minha experiência na prática, como jogador, e buscar conhecimento, seja com outros treinadores, com trocas de experiências, recursos e logicamente aqueles que trabalhei, principalmente quando era auxiliar técnico. De cada treinador que você trabalha, que você tem contato, acaba fazendo essa troca de experiências, te enriquece. Não vou citar um nome, mas gosto de treinadores que fazem com que seu time seja um time ofensivo, que propõe o jogo, protagonista, que joga no campo do adversário, que pressiona alto, então os treinadores que conseguem colocar isso nas suas equipes são aqueles que mais me identifico".

Gustavo Almeida, treinador da equipe Sub-17, diz que o jogo ofensivo é o ideal na formação do atleta. Você também segue essa linha?

"Eu acho que o jogo ofensivo facilita, ou ajuda, o jogador a ser formado de uma forma mais completa. Acho mais fácil adaptar um jogador que trabalhou dessa forma pra um modelo reativo, que trabalhar a base inteira um jogador num modelo reativo e depois transformá-lo em um jogador que vai dar conta num modelo mais ofensivo, de propor o jogo. Acho que o mais importante de tudo, de trabalhar nessa forma, é que você está formando jogadores inteligentes, com qualidade técnica, que estão sempre tocando na bola, que conseguem gerenciar bem o espaço, que conseguem abrir espaços, que conseguem entender o porquê de estar em cada parte do campo. Logicamente o jogo sem bola também é muito importante, mas com o jogo ofensivo, a tendência é que você tenha mais a bola que o adversário e tecnicamente você consegue evoluir mais esse jogador por que ele vai ser mais estimulado a jogar dessa forma".

Quais as primeiras impressões que teve do elenco ao assumir o Corinthians?

"Encontrei jogadores muito comprometidos com o clube, comprometidos com o trabalho, que são interessados em evoluir a cada dia, isso é fato. Estou há 3 semanas trabalhando com eles, venho conhecendo cada dia mais as características, tentando buscar um melhor equilíbrio nas equipes que tem jogado, tanto no Paulista como no Brasileiro, e até mesmo para conhecer. Alguns atletas ainda não jogaram nem no Paulista, o treinamento te dá uma base, mas é importante conhecer esses jogadores no jogo. Eu tenho visto uma evolução boa individualmente nos jogadores desde que cheguei, e considero que o elenco vem ficando cada vez mais consciente daquilo que viemos propor como modelo de jogo, e isso vai favorecê-los para que eles possam mostrar o potencial que tem".

O atual time titular tem muitas peças ainda na idade de Sub-17. É um time moldado para o ano que vem?

"Nosso time é um time jovem em relação às outras equipes do Campeonato Brasileiro. Mas isso está fazendo com que a gente desenvolva nossos atletas, e estão sendo estimulados, tendo uma oposição mais forte do que se estivessem no Sub-17. Agora, como equipe, em alguns momentos isso causa um desequilíbrio, mas ao menos nos jogos em que eu estive à frente, fizemos boas partidas contra equipes mais velhas, em algumas não saímos com o resultado que esperávamos, mas fizemos jogos bem jogados, e mais importante, demonstrando evolução a cada dia, tanto nos jogadores mais velhos como nos mais novos. Acho que o time vem encorpando, ganhando maturidade, e a tendência é que cada vez mais consigam sustentar e dar uma resposta ainda melhor. Lógico que a tendência é que, cada ano que passe, o rendimento seja melhor. Mas estamos na expectativa para que esse rendimento venha o quanto antes, estamos trabalhando para isso, mas entendendo que é um processo que deve ser respeitado".

Léo Maná (direita), titular absoluto do Sub-20, ainda tem 17 anos

Léo Maná (direita), titular absoluto do Sub-20, ainda tem 17 anos

Marco Galvão / Agência Corinthians

Por fim, há um processo de integração com as outras categorias (Sub-17, Sub-23 e profissional)?

"Existe uma integração muito boa com o Sub-17, com o Gustavo (Almeida, treinador da categoria). Assim que eu cheguei, ele tinha assumido o time interinamente, e me passou várias informações, fiz uma transição muito legal, até por que o Sub-17 estava sem calendário, então conversamos bastante, a gente tem feito essa integração, troca de informações sobre jogadores. Nosso calendário está muito apertado, assim como o do Sub-23 e do profissional, e acaba que não coincidem horários e tudo, então as competições acabam sendo prioridade, não tivemos essa oportunidade para conversar, mas estou na expectativa de poder realizar essa troca de informações, de experiência, e de diretrizes, com as categorias maiores".

Veja mais em: Base do Corinthians e Corinthians Sub-20.

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