Corinthians refaz as contas e tem novo orçamento para 2020; Cori aprova
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Por Rodrigo Vessoni

Andrés Sanchez (presidente), Matias Romano Ávila (diretor financeiro) e Roberto Gavioli (gerente financeiro), os responsáveis pelas finanças do clube
Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians
O Corinthians tem um novo orçamento para 2020. A confirmação veio na noite desta quarta-feira, em reunião do Conselho de Orientação do clube que aprovou as novas metas financeiras do ano. O novo documento prevê um superávit de R$ 7 milhões ao final do exercício.
Trata-se do terceiro orçamento do clube para a atual temporada. A saber:
- Dezembro/19 - Financeiro do clube faz previsão de um déficit de R$ 21,3 milhões ao final do exercício (não chegou a ter parecer do Cori nem passou por votação do Conselho Deliberativo)
- Fevereiro/20 - Com a reclamação de sócios e conselheiros pela previsão negativa, o clube refaz as contas. Desta vez, superávit de R$ 40 mil;
- Setembro/20 - Após a pandemia e com as sete venda de atletas, que ultrapassam R$ 180 milhões (brutos), um nova previsão de resultado final para dia 31 de dezembro de 2020: superávit de R$ 7 milhões;
A decisão de refazer o orçamento é uma surpresa. O Meu Timão noticiou no último mês de maio que, apesar da pandemia, o presidente Andrés Sanchez e os dois responsáveis pelo departamento financeiro (Matias Romano Ávila (diretor) e Roberto Gavioli (gerente) não pretendiam refazer as metas para receitas e despesas (relembre aqui).
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Na ocasião, pessoas próximas a Andrés deram dois motivos para não refazer o orçamento pela terceira vez: a certeza que as receitas mais robustas, como parceiros comerciais e televisão, mais cedo ou mais tarde, entrariam nos cofres do clube; e a tradicional ausência da bilheteria, já que o clube não conta com o dinheiro da venda de ingresso desde 2015.
Vale lembrar que havia uma pressão enorme para um novo orçamento de 2020. Conselheiros especializados em balanço financeiro que foram ouvidos pela reportagem em maio garantiram que as metas dificilmente seriam cumpridas mesmo sem a pandemia e que, diante do novo coronavírus, se tornariam impossíveis.