Corinthians fecha ano com déficit pela quinta vez na década; relembre e compare
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Por Andrew Sousa e Rodrigo Vessoni

Andrés Sanchez, Roberto de Andrade e Mário Gobbi foram os presidentes do Corinthians na década
Meu Timão
Se a preocupação da torcida com a parte financeira do Corinthians já era grande por conta da pandemia do novo coronavírus, ficou ainda maior nesta segunda-feira. Conforme balanço obtido pela reportagem do Meu Timão, o clube registrou recorde negativo no balanço final de 2019, com déficit total de R$ 177 milhões.
O número já seria motivo de alerta sozinho, mas é ainda mais preocupante pelo que tem acontecido nas últimas temporadas. Esta, afinal, foi a quinta vez que o Timão fechou um ano no vermelho na década.
Foram, então, apenas quatro anos com superavit. Como se isso não bastasse, os balanços positivos passam longe dos valores negativos recentes. Antes dos R$ 177 milhões de 2019, por exemplo, foram dois anos com déficit de R$ 97 milhões.
O maior superávit passa longe disso: foi de R$ 31 milhões, em 2016. Antes disso, as vezes em que os cofres do Corinthians ficaram no azul, foram por valores baixos: R$ 5 milhões, R$ 7 milhões e R$ 1 milhão, como mostra o gráfico abaixo.

Meu Timão/Piktochart
O gráfico deixa claro o tamanho do rombo dos últimos anos para o clube. Somando todos os valores de superávit, a quantia não chega nem na metade do déficit desta temporada. Ao todos, os anos no azul somam R$ 44,8 milhões, enquanto as temporadas no vermelho resultam em valor negativo de R$ 424,9 milhões.
Isso explica a dívida alvinegra que, de acordo com o balanço que o Meu Timão teve acesso, agora é de R$ 765,2 milhões. Recentemente, ilustramos a evolução em matéria que destacou três promessas importantes não cumpridas por Andrés Sanchez.

Dívida continua aumentando no Corinthians
Meu Timão/Piktochart
Essa dívida, cabe destacar, não inclui os valores referentes a Arena Corinthians. Com a pandemia do novo coronavírus, os números podem piorar ainda mais neste ano. Por enquanto, o clube já tomou atitudes para tentar contornar a crise: abaixou o salário de funcionários e jogadores, além de cortar as ajudas de custos para atletas de modalidades amadoras.