Rincon teve um gol absurdamente anulado no segundo jogo; veja sete curiosidades do título de 1998
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Por Tomás Rosolino

Rincon estava ao menos 5m em condição legal
Reprodução
O Corinthians foi campeão brasileiro em 1998 e tem registrado o grande futebol apresentado naquela edição do torneio, que poderá ser visto na reprise da decisão, neste domingo, às 14h (de Brasília), na TV Bandeirantes. Algumas curiosidades sobre aquela conquista, porém, não são tão conhecidas do público. O Meu Timão traz para você pontos que, 22 anos atrás, marcaram a trajetória alvinegra.
Gol absurdamente anulado
O time não precisou, mas teve um gol absurdamente anulado pela arbitragem no segundo jogo, que terminou em um empate por 1 a 1. Na ocasião, Marcelinho cruzou e Didi, quase na pequena área, cabeceou para linda defesa de Dida. Rincón fez no rebote, mas o auxiliar assinalou impedimento inexistente. O lateral Gustavo, quase na linha de fundo, dava cerca de 5m de condição ao colombiano (o lance pode ser visto a partir dos 0:59 do vídeo abaixo,
Dinei muito decisivo
Cria do Terrão e único daquele grupo que havia sido campeão brasileiro em 1990, Dinei mostrou todo o seu poder de decisão contra o Cruzeiro. Ele marcou um gol e deu um passe para Marcelinho no primeiro jogo, passou a bola ao camisa 7 no gol da segunda partida e fechou sua participação cm dois passes para gol no terceiro jogo, para Edilson e Marcelinho. Um gol e quatro assistências, participando de todos os tentos daquela decisão.
Marcelinho "zoeiro"
Marcelinho Carioca foi um dos grandes nomes daquele título e poderia até ter sido artilheiro. O craque corinthiano, porém, se notabilizou pela inovação nas cobranças de pênalti. Inaugurada na semifinal do Paulista, contra a Portuguesa, a cobrança com apenas um toque fraco, deslocando o goleiro, foi executada contra o Sport, na Ilha do Retiro, e na semifinal, contra o Santos (veja abaixo).
Animal esse vídeo:
— Tomás Rosolino (@TomasRosolino) April 12, 2020
Corinthians x Santos, semifinal do Brasileiro de 1998.
Luciano do Valle: "Olha só como ele (Marcelinho) está tenso, as veias saltadas"
Marcelinho: pic.twitter.com/TZFihQWWZs
A falta do homem-gol
O Corinthians foi campeão com um ataque poderoso e um jogo encantador, mas fez toda a campanha do Brasileiro em busca de um camisa 9. Didi, que fora artilheiro no Paulista, não engrenou. Mirandinha, opção, também sofreu com as críticas da torcida. Até por isso Dinei teve espaço para ser decisivo nas finais.
O problema só foi resolvido no Brasileiro do ano seguinte, quando o clube conseguiu a contratação de Luizão, completando o ataque dos sonhos até hoje recitado por quem viu aquela equipe (Vampeta, Rincón, Ricardinho, Marcelinho, Edilson e Luizão).
Revanche
Dominante na decisão, o Corinthians tinha no Cruzeiro um rival "engasgado" à época. Tudo por causa da Copa do Brasil daquele ano, quando o time mineiro eliminou a equipe alvinegra nas oitavas de final. Depois de perder por 3 a 1 na ida, o Timão viu Rincón ser expulso infantilmente na volta e só empatou por 1 a 1.
O improvável Índio
Hoje personagem conhecido da torcida, o lateral direito Índio era apenas um garoto de 19 anos quando precisou ser acionado por Luxemburgo no mata-mata do Brasileiro. Rodrigo, titular da posição, se machucou e o jovem da base, com apenas sete jogos oficiais no profissional, chamou a responsabilidade.
Em um time que jogava ofensivamente abusando do talento de Marcelinho e Edilson, foi dele uma das jogadas mais importantes do título. Na semifinal, quando o Timão perdia por 1 a 0 para o Santos, invadiu a área adversária, deixou o marcador no chão e serviu Edilson, genial para limpar Argel e deixar tudo igual.
Patrocínio de ocasião
A camisa marcada em todas as fotos do título, com os três Ds da Embratel, estatal responsável pela telefonia no país, só foi utilizada na decisão do torneio. No primeiro jogo, apenas o logo da empresa estava na parte frontal do uniforme. No segundo e no terceiro, apareceram os três Ds.
A mudança se deu porque o Banco Excel, patrocinador e parceiro, foi comprado pelo Banco Vizcaya pouco antes daquele jogo. Como a empresa ia mudar de nome, optou-se por tirar o logo do Excel da camisa já naquela final. A Embratel, então, entrou naqueles jogos e não teve seu contrato renovado em 1999, sendo substituída pela Batavo, uma produtora de Latícinios.
Os três Ds da Embratel, aliás, foram marcantes nos anos 90. Três crianças apareciam na propaganda que incentivava as pessoas a fazerem ligações para outros estados. Com a rede de telefonia implantada em quase todo o país, o barateamento do serviço era um dos pontos ressaltados na icônica peça publicitária.