Estilos diferentes: Boselli explica influência positiva do esquema de Coelho para seu desempenho
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Por Andrew Sousa e Rodrigo Vessoni, no CT Joaquim Grava
Boselli já marcou dois gols sob o comando de Dyego Coelho
Danilo Fernandes/ Meu Timão
Interino do Corinthians há duas partidas, Dyego Coelho fez algumas mudanças na equipe que vinha sendo escalada por Fábio Carille. Entre as novas escolhas está Mauro Boselli, titular e com dois gols na conta neste período. O bom desempenho do argentino tem direta ligação com a postura mais ofensiva implementada pelo ex-lateral.
"São estilos diferentes, cada treinador tem uma proposta, mudou a pressão no gol rival, isso me ajuda muito. Quando recupera a bola perto do gol é mais fácil. Quero ser muito respeitoso com o trabalho do Fábio (Carille), ele conseguiu muitas coisas aqui. Temos que ser respeitosos com seu trabalho", pontuou, antes de projetar um tempo para adaptação.
"Com Fábio estávamos mais protegidos na parte defensiva, mas na ofensiva era o contrário. São diferentes, temos que nos readaptar neste mês na ideia do Dyego para o que resta do campeonato, que é importante para a gente", completou.
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Mais do que adaptação tática, cabe ressaltar, a equipe também passa por um período de readequação física. Com o novo estilo de jogo mais intenso e de marcação em cima, o cansaço tem sido notório na segunda etapa, sobretudo no Dérbi do último sábado, que terminou empatado por 1 a 1.
"Sim, no primeiro tempo tivemos um grande desgaste, o mais lógico é ir para trás, trabalhamos tanto tempo com um treinador com uma forma que mudar não é de uma hora para outra. Tem que mudar o chip com o novo treinador, é normal, com Tiago também vamos ter que entender as novas ideias. Futebol é assim", analisou o atacante, que se mostrou animado com a chegada do novo treinador, dizendo ser possível marcar o dobro de gols em 2020.
Por fim, o atacante ainda descartou falta de vontade dos jogadores para derrubar o técnico Fábio Carille. Para ele, a intensidade em campo se dá pelo esquema de jogo novo e não necessariamente por mais esforço dos atletas.
"Creio que tem que ver a estatística. Se corremos um (quilômetro) e agora são seis ou sete, aí sim. Mas é pelo estilo de jogo, de pressionar, o rendimento físico diminui, é lógico, não creio nunca que um jogador queira derrubar um treinador. Se perdemos, perdemos dinheiro", concluiu.
Com provável nova chance para Boselli entre os titulares, o Corinthians de Dyego Coelho volta a campo neste domingo, às 18h, para encarar o Internacional, na Arena, em Itaquera.
